segunda-feira, 1 de abril de 2019

Método Exegético de Milton Schwantes.


Milton Schwantes propôs um novo método de estudo dos livros bíblicos do Antigo Testamento. A Teologia Bíblica do prof. Milton trabalha os livros e os textos a partir da visão do todo; reorganiza a sequência dos livros do Antigo Testamento em três partes, conforme o disposto na antiga Bíblia Hebraica, diferente da ordem e sequência que conhecemos nas traduções para o português em uso nas igrejas. Esta é uma novidade porque por muitas décadas as melhores teologias bíblicas no mundo se desenvolveram a partir do estudo de detalhes da bíblia: versículos, palavras, pequenos textos, que buscavam resgatar minuciosamente a origem dos textos. O método e teologia bíblica proposto, enfoca o todo dos livros e a organização dos testemunhos bíblicos a partir do todo. Dr. Milton ressaltou que também em nossos dias a tendência é olhar para o mundo como um todo, posicionar-se diante dos principais desafios da vida no mundo como um todo. Já não é possível mais cada um buscar saídas para a superação dos problemas olhando somente para o seu próprio espaço. A mesma proposta serve também para o aprendizado da Bíblia.






sexta-feira, 29 de março de 2019

Milton Schwantes pregou na Basílica Nacional de Aparecida

Registro Histórico



Em outubro de 2005, o Dr. Milton Schwantes, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, pregou na novena de Nossa Senhora Aparecida na Basílica Nacional de Aparecida, em função da Campanha da Fraternidade ecumênica: “Felizes os que promovem a paz”.
A pregação foi sobre Romanos 12. 3-5, o texto afirma que todos são partes integrantes do corpo de Cristo e devem viver em harmonia.




Pela primeira vez, o Santuário Nacional de Aparecida abriu espaço para que um pastor fizesse uma pregação na Basílica Nacional, no momento que antecedia as festividades do dia 12 de outubro, Dia da Padroeira.
A abertura para um pregador não católico foi feita pela administração da Basílica Nacional com o objetivo de se praticar o ecumenismo em favor da paz, que foi o lema da Campanha da Fraternidade do ano de 2005, “Felizes os que promovem a Paz”.
Segundo o reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre Joércio Gonçalves Pereira, a proposta da pregação foi incentivar o ecumenismo e a união entre as igrejas para a promoção da paz.
“O pastor ficou muito contente com o convite para participar do terceiro dia da novena, que tem como tema Por Jesus, com Maria, semeamos a paz entre as igrejas”, disse o padre Joércio.
A maioria dos participantes da novena aprovou a inciativa da Basílica de convidar um pastor para fazer a pregação durante a novena.
A aposentada Maria Etelvina Ferreira, 56 anos, de Potim, que está participou da novena na Basílica Nacional, disse que a visita do pastor demonstra a união entre as religiões para uma cultura de paz, entre pessoas que professam cultos diferentes. “Cristo é o símbolo do amor, da união entre Deus e os homens e por isso temos que praticar o ecumenismo, respeitar as outras religiões e credos”, afirmou.
Segundo o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, a igreja Luterana é uma das integrantes do Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs) da qual também participam as igrejas Católica, Presbiteriana, Assembleia de Deus e Metodista. “Nossa meta é a paz, é um relacionamento pacífico entre os homens”, disse.
A assessoria de imprensa do Santuário Nacional, informou que cerca de 10 mil pessoas participaram da Novena de Nossa Senhora Aparecida, que foi encerrada no dia 11.

fonte: http://www.valeparaibano.com.br/fv/lutero.html 


A Campanha é uma iniciativa da Igreja Católica e ela, percebendo que a temática da paz é algo de interesse geral, não importando credo religioso, propôs à direção do Conic e esta aceitou o desafio. Foi maravilhosa a campanha. A proposta do ecumenismo e da campanha ecumênica não é discutir pontos doutrinais e sim as Igrejas trabalharem juntas em temas de grande interesse de nossos fiéis. Neste sentido, um dos temas da novena da padroeira foi exatamente neste rumo: “Por Jesus, com Maria, construímos a paz entre as Igrejas”, pois não podemos viver brigando, mesmo estando divididos por interpretações doutrinais. Assim sendo, surgiu a proposta do Santuário, com o devido aval do nosso bispo Dom Raimundo Damasceno, convidar o pastor Milton Schwantes para pregar este dia, o que foi maravilhoso, todos que participaram gostaram demais do respeito dele para com nossa Igreja e com nossa Mãezinha. Milton é membro de uma Igreja protestante clássica e muito antiga e é um homem de uma formação bíblica maravilhosa. Muitos de nós padres mais novos tivemos aula de Sagrada Escritura com ele e que maravilha de aulas com muito respeito e atenção a nossa decisão vocacional. 
Pe. Jorge Sampaio 
05 de outubro de 2005 

Milton Schwantes faleceu em 01 de março de 2012.

David Rubens de Souza



terça-feira, 2 de outubro de 2018

Profetas Clássicos em Israel por Milton Schwantes



O  conteúdo deste livro foi originalmente elaborado por Milton Schwantes para servir de subsídio para o exame de conhecimentos bíblicos do curso de Teologia. O professor Flávio Schmitt resgatou esta riqueza a partir de um polígrafo impresso com um mimeógrafo a álcool, fazendo alguns ajustes e complementos. Mesmo sendo considerado pelo próprio Milton como “provisório” este original apresenta subsídios básicos para o estudo e a interpretação do fenômeno profético e do livro dos profetas do Antigo testamento. É indicado para o estudo e a formação bíblico-teológica em diferentes níveis.
Autor: Flávio Schmitt
Páginas: 88 


Chamados à Liberdade Comentário Bíblico a Êxodo 1-6. Milton Schwantes



Ler Milton Schwantes significa sempre surpreender-se.   O seu comentário aos seis primeiros capítulos do Êxodo traz inúmeras surpresas, tanto mais que – por ser um texto já muito estudado e comentado – não se esperam grandes novidades a respeito. Mas Milton toma um olhar novo, especial, que se vai aprofundando, concentrando e, ao mesmo tempo, alargando sobre o original do livro, passando por suas diversas redações, leituras e releituras. Como diz o próprio Milton “o Êxodo é o cerne da Escritura: nela se anseia por gente livre; as histórias e orientações deste livro promovem caminhos que libertam da escravidão. A liberdade é a meta de Deus”! É uma obra marcante que ele finalizou nos últimos dias de vida.
Categoria: Religião/Teologia/Bíblia 
Páginas: 140 


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

“E Te Darei A Tua Vida Para Lucro”: Observações em Jeremias 45. Milton Schwantes.



Jeremias 37-45: ESTUDOS BÍBLICOS, Nº 91. Vozes, 2006. p. 98-102.

Apresentação

O cap. 45 encerra as ‘memórias do fim’, desta história de muitas dores que constituem os caps. 36+37-44. Trata-se aí de ‘etapas da paixão’, do sofrimento das profecias e de seu profeta. As confissões de Jeremias já anunciaram este tema do sofrimento profético, nos caps. 10-20. Seguidores de Jeremias retomam este assunto, por exemplo, nos cânticos do servo sofredor em Dêutero-Isaías.



“A Lua Nova Devorará Suas Heranças”: Observações Sobre Oséias 5.1-7. Milton Schwantes.



Profetas e Profecias: Novas Leituras: ESTUDOS BÍBLICOS, Nº 73. Vozes, 2002 p. 8-19.

Apresentação

A leitura da profecia continua um desafio. Trata-se de um desafio até bastante elementar. O problema primeiro reside na própria leitura e interpretação do texto, na explicação dos originais. Ora, a profecia que temos na Bíblia é um texto.
Uma leitura necessária de um ‘texto’. Primeiramente, do texto como livro ou como grandes unidades de livros proféticos. Mas, de imediato, ser percebe que para uma compreensão em profundidade necessita-se de um texto menor, específico.
Mas, afinal, onde começa e onde termina um ‘texto’, uma unidade de sentido, uma perícope profética. Basta observar as diversas traduções da Bíblia em uso e se verá que há grandes discordâncias a respeito.



terça-feira, 8 de novembro de 2016

Livro, Jesus Histórico: O Caminho do Amor e do Cuidado. David Rubens de Souza


Como Jesus foi visto ao longo da história? Em cada período Jesus foi interpretado de forma muito particular. Diante disso surgem algumas questões: seria possível reconstruir o verdadeiro Jesus histórico? O que os evangelhos ensinam sobre o Homem de Nazaré? Qual foi sua mensagem? Como foi seu ministério? Com quem ele andava? Será que os evangelhos apresentam respostas para esses dilemas? 
O movimento criado por Jesus há cerca de dois mil anos atrás continua até hoje, mas seria possível reconhecer a mensagem e a prática de Jesus no movimento que leva o seu nome? Qual a relação da igreja atual com o caminho de Jesus relatado nos evangelhos? 
É preciso saber quem foi Jesus para entender qual é a missão dos cristãos hoje.

Apresentação: Brochura 
Formato: 12 x 18cms 
ISBN: 978-85-5507-379-3
Páginas: 110 
Edição: 1ª 
Ano Publicação: 2016
Editora: Prismas

 Jesus Histórico: O caminho do amor e do cuidado 
David Rubens de Souza

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Cantorias de um povo saído do cativeiro: a festa que vem depois (Êxodo 15). Milton Schwantes


O Cativeiro Como Chave de Leitura da Bíblia: ESTUDOS BÍBLICOS, N° 43. Vozes, 1994. p. 12-19.


Apresentação

Cativeiro tem fim. Não é eterno. É o que Israel celebra como seu próprio berço. O povo de Deus nasceu com esta experiência. Sua vocação é, precisamente, testemunhar, “apesar de tudo” e “contra tudo e quaisquer evidências”, que cativeiro não é destino.
No império de faraó os hebreus foram feitos escravos. Feitores os chicoteavam. Exigiam-lhes trabalhos e tarefas cada vez maiores.
Este suplício durou gerações, sim, de acordo com algumas tradições, algumas centenas de anos. Mas teve fim. Opressão tem fim. Não é coisa eterna.

  

Caminhos da Teologia Bíblica. Milton Schwantes


Novos Rumos da Teologia Bíblica: ESTUDOS BÍBLICOS, N° 24. Vozes, 1989. p. 9-19.


Apresentação

Vamos traçando nosso próprio caminho. Na América Latina estamos resgatando os horizontes a nosso modo.

Quem segue seu caminho, próprio e específico, não necessariamente rejeita outras possibilidades. Não nega a existência de outros trilhos. Nem pensa em alinhar todos numa só via. Há outros caminhos. E é bom que assim seja. Aí podemos comparar. E uns podem aprender de outros, ecumenicamente. 

Esperanças messiânicas e davídicas. Milton Schwantes


Os Salmos do Rei: A Fé e a Política: ESTUDOS BÍBLICOS, N° 23. Vozes, 1989. p. 18-29.

 Apresentação

Norte e sul trilharam caminhos próprios. As tribos do centro e do norte palestinense desenvolveram características diferentes das do sul. Suas realidades econômicas eram diversas e específicas. Seus projetos políticos não tinham os mesmos matizes. Por exemplo, o norte, Israel, a rigor, nunca chegou a verdadeiramente incorporar a monarquia e o Estado em sua cultura política. Prevaleceu o projeto tribal. Bem outra posição se impôs no sul. Em Judá, a monarquia, de fato, chegou a ser parte, como que essencial, da sociedade. Sim, norte e sul tiveram trajetórias diversas.


Profecia e Organização – Anotações à luz de um texto (Am 2,6-16). Milton Schwantes


Bíblia e Organização Popular: ESTUDOS BÍBLICOS, N° 05. 2ª ed. Vozes, 1986. p. 26-39.


Apresentação

Os profetas vétero-testamentários estavam vinculados aos movimentos sociais de seu tempo? Caso estiveram, pode-se percebê-lo nos textos proféticos?
Para os profetas, o futuro é obra de Javé. Tanto a ameaça quanto a promessa serão concretizadas por Deus. São muitos os textos que o comprovam.
Os profetas foram grandes indivíduos ou personalidades teológicas? Isolá-los de tudo e de todos seria a melhor maneira de compreendê-los? Desenraizá-los do social seria a hermenêutica adequada? Não me parece que a resposta afirmativa a tais insinuações fosse a consequência suficiente a primazia da ação divina na fala profética.




Interpretação de Gn 12-25, no contexto da elaboração de uma hermenêutica do Pentateuco. Milton Schwantes.

A Bíblia como Memória dos Pobres: ESTUDOS BÍBLICOS, N° 01. 4ª ed. Vozes, 1987. p. 31-49.

Apresentação

Um estudo em grupo está na origem deste ensaio. Foi formulado a partir de um trabalho em conjunto no Instituto Missioneiro de Teologia das Dioceses de Santo Ângelo e Cruz Alta, RS. A dedicação e o entusiasmo dos estudantes levou à formulação do texto. Teses e interpretações, delineadas neste ensaio, recorreram às pesquisas de dois especialistas do livro de Gênesis: Hermann Gunkel. Genesis, 8ª, Göttingen, 1969, e Claus Westermann. Genesis, in Biblischer Kommentar, Altes Testament, vol. I/1-3, Neukirchen, 1966. H. Gunkel resgatou as perícopes, C. Westermann aprimorou os resultados exegéticos.

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